Olá a todos,
Já faz um bom tempo que eu não escrevo um artigo aqui, mais precisamente há um mês.
Acho que realmente é esse tem se tornado o intervalo para a minha publicação de artigos.
A dinamicidade do meu dia-a-dia está interrompendo o meu desafio de escrever. Sendo positivo, pelo menos tenho um certo tempo para pensar em um bom tema para o artigo, “I guess”.
Voltando ao artigo, como já havia anunciado no último artigo, esse vou falar sobre “Mashups”. Aposto que todos já provaram desse condimento, caso não, esse é o momento para entender alguma coisa sobre essa técnica que acompanha nossa sopa de letrinhas do mundo TI, e por que não dizer TIC.
Bem, vamos ao que interessa, o que é esse cara com nome de ingrediente de hamburguer? Vou contar uma pequena historinha a respeito, aliás, essa parte pode ser encontrada no Wiki.
Em 2004, o termo Web 2.0 foi cunhado em uma conferência da O’Reilly Media, referindo-se a uma assim chamada “segunda geração” de aplicações web, caracterizadas por um grau maior de interação e colaboração entre usuários.
De lá para cá, o termo passou a ser constantemente utilizado pelo mercado, na esteira do rápido crescimento de um número significativo de blogs, comunidades virtuais, wikis e outras aplicações.
Em “What is the Web 2.0″ (http://www.oreillynet.com/pub/a/oreilly/tim/news/2005/09/30/what-is-web-20.html), Tim O’Reilly menciona que o conceito da Web 2.0 não possui fronteiras rígidas.
Mas, de uma forma geral, pode-se entendê-la como um conjunto de princípios e práticas.
Alguns desses princípios são:
É neste contexto em que os mashups se inserem, pois podem ser considerados um dos tipos de aplicação da chamada Web 2.0. E não seria exagero dizer que eles sejam, talvez, o tipo que mais se adere aos princípios da Web 2.0.

A seguir, seguem alguns exemplos de empresas que disponibilizam ferramentas mashups que me aventurei a um simples uso (nada muito rebuscado, ou complexo):
Esse amigo nosso é o projeto da Yahoo! para prover o serviço de Mashup. Veja o que o “About Pipes” de Pipes diz a respeito (propaganda é a alma do negócio!).
“Pipes is a powerful composition tool to aggregate, manipulate, and mashup content from around the web.“
A ferramenta é sensacional. O seu uso não é tão trivial. Você precisaria garimpar informação a respeito de pipes para extrair o que a ferramenta tem de melhor.
O interessante na ferramenta é que a comunidade compartilha o mashup criado, permitindo assim uma biblioteca de Mashups extensa. Essa é a idéia da web 2.0, “compartilhar o pão‘!
Outra particularidade que me dei conta foi que o serviço ganhou bastante adeptos na comunidade web, forçando o Yahoo! a melhorar a documentação. Se você possuir uma conta no Yahoo!, o serviço tá lá te esperando.
Vou mostrar para vocês como funciona, ou pelo menos tentar.
O Pipes funciona como se você estive montando o encanamento de uma casa. Como assim, bem, Rs, eu vi dessa maneira, onde você pega partes de serviços e vai juntando a outro serviço ou parte de resultado almejado. A interface é amigável, e fiz testes tanto no IE7 quanto no Firefox 1.5+.
Segue abaixo os “screenshots” de uma pequena brincadeira que fiz no pipes.
A Microsoft lançou o Popfly. Serviço que permite a criação de mashups. O Popfly, foi desenvolvido por uma galera da M$ responsável pelo desenvolvimento das ferramentas Visual Studio, Expression Studio.

Esse também fiz alguns testes e achei muito legal. Vale a pena dar uma passadinha para experimentar.
Mundo Corporativo e Mashups
Bem, e quanto ao mundo corporativo? Onde podemos encaixar esse novo brinquedo?
Em pesquisa de janeiro de 2007 feita pela McKinsey perguntou-se a clientes corporativos qual o nível de adoção das tecnologias de Web 2.0. Como seria de se esperar, muitos deles investiram ou estavam planejando investir em uma ou mais tecnologias de Web 2.0. Para nós, a parte surpreendente da pesquisa foi que os mashups estavam em uso ou sendo considerados para uso por 21% dos entrevistados e a maioria deles, 54%, sequer pensavam em adotá-los.
A baixa aceitação dos mashups na empresa deve-se à relativa inovação da tecnologia comparada a outras incluídas na pesquisa (como Web services, podcasts e “feeds” RSS). O fato de que as ferramentas para a construção de mashups estão apenas começando a surgir também faz a diferença (no momento em que escrevemos este artigo, muitas das mencionadas neste artigo estão nos estágios beta e alfa). Estamos certos de que as técnicas serão mais comuns e as ferramentas amadurecerão. Conceitos como o do barramento de serviços para a Internet devem facilitar a construção desses mashups corporativos, tornando-os mais úteis.
Enfim, acho que esse condimento dará um sabor especial no final das contas para nossa sopa de letras.
Essa prática de escrita misturando pesquisa me faz muito bem, preciso torná-la de certa forma indispensável ao meu dia-a-dia.
Espero vê-los “as soon as possible”!
Referências:
“Consumerization Gains Momentum: The IT Civil War,” Gartner Special Report, 2007 (resumo)http://www.gartner.com/it/products/research/consumerization_it/consumerization.jsp
“How Businesses are Using Web 2.0: A McKinsey Global Survey,” The McKinsey Quarterly, Agosto, 2007
http://www.mckinseyquarterly.com/article_abstract_visitor.aspx?ar=1913
Mashup (Web application hybrid), Wikipedia
http://en.wikipedia.org/wiki/Mashup_%28web_application_hybrid%29
“Web 2.0 na empresa”, Michael Platt, The Architecture Journal,
http://zillow.com